Notícias

ASCO 2019: principais avanços apresentados no maior evento internacional de oncologia

No início do mês junho, aconteceu em Chicago, nos Estados Unidos, o encontro anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO). Durante cinco dias, mais de 40 mil especialistas do mundo todo acompanharam as mais recentes descobertas e avanços sobre o tratamento oncológico.

A partir de tudo que foi apresentado no encontro, os especialistas do ICB selecionaram 7 pesquisas que se destacaram.

Novo tratamento para câncer de bexiga

Um ensaio clínico, realizado com 125 pessoas com câncer de bexiga, mostrou resultados positivos do tratamento com enfortumab vedotina (EV). 44% dos pacientes apresentaram diminuição ou não evolução dos tumores, 12% tiveram uma resposta completa (sem nenhum sinal detectável de câncer) e 38% das pessoas com câncer em fase metastática também responderam ao EV. Esse medicamento age diretamente na Nectina-4, uma proteína encontrada em 97% dos cânceres uroteliais.

Para ver o estudo completo, acesse:
https://www.asco.org/about-asco/press-center/news-releases/novel-targeted-antibody-treatment-produced-responses-nearly

Novo protocolo melhora a sobrevida de homens com câncer de próstata

Um estudo feito pela Australian and New Zealand Urogenital and Prostate (ANZUP) Cancer Trials Group revelou que utilizar o medicamento enzalutamide como tratamento de primeira linha melhora a sobrevida de homens com câncer de próstata metastático sensível a hormônios. Após três anos de estudo, 80% dos homens que receberam enzalutamida (que é um supressor de hormônios masculinos) se mantiveram vivos.

Estudo completo em:
https://www.asco.org/about-asco/press-center/news-releases/adding-enzalutamide-standard-first-line-treatment-improves

Medicamento aumenta a sobrevivência de mulheres com câncer de mama avançado

Um estudo internacional concluiu que introduzir ribociclibe à terapia hormonal padrão melhorou significativamente a sobrevida de mulheres na pré-menopausa com câncer de mama avançado (HR-positivo / HER2 negativo), se comparadas às que foram tratadas com a terapia hormonal isolada.

As mulheres que receberam o ribociclibe viveram, em média, cerca de 24 meses sem evolução da doença. As mulheres que receberam placebo tiveram apenas 13 meses sem evolução. Isso representa uma redução relativa de 29% no risco de morte.

Estudo: https://www.asco.org/about-asco/press-center/news-releases/adding-ribociclib-first-line-endocrine-therapy-significantly

Keytruda é alternativa promissora para câncer de estômago

Ao utilizar a imunoterapia como tratamento inicial em pacientes com câncer gástrico ou gastroesofágico avançados, pesquisadores tiveram uma grande surpresa. O pembrolizumab (Keytruda) aumentou significativamente a sobrevida dos pacientes. Em dois anos, 39% dos que receberam apenas pembrolizumab se mantiveram vivos, em comparação com 22% das pessoas que receberam quimioterapia padrão. O estudo também avaliou o tratamento combinado entre pembrolizumab e quimioterapia padrão, mas descobriu que este protocolo não melhorou a sobrevida em relação à quimioterapia isoladamente.

Veja a pesquisa:
https://www.asco.org/about-asco/press-center/news-releases/front-line-pembrolizumab-promising-alternative-chemotherapy

Imunoterapia oferece grandes resultados para pacientes com câncer de pulmão

Dados mostraram que o pembrolizumab (Keytruda) é uma alternativa segura e eficaz para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células. Os pacientes foram acompanhados durante cinco anos, e as descobertas foram que tanto pacientes que não foram tratadas anteriormente com quimioterapia (23,2%) quanto os que foram (15,5%) responderam ao tratamento com keytruda e permaneceram vivos até o final do estudo.

Confira mais detalhes em:
https://www.asco.org/about-asco/press-center/news-releases/pembrolizumab-increases-historic-survival-rate-certain-people

Alimentação com pouca gordura reduz as chances de morte em mulheres com câncer de mama

Após acompanhar 49 mil mulheres na pós-menopausa sem história prévia de câncer de mama, a Women’s Health Initiative (WHI) chegou à conclusão de que uma dieta com pouca gordura reduz o risco de morrer deste tipo de tumor.

O estudo detectou que mulheres que seguiam uma dieta balanceada com pouca gordura e incluíam porções diárias de frutas, vegetais e grãos tiveram um risco 21% menor de morte por câncer de mama do que as mulheres que continuaram sua dieta normal, com mais gordura. A pesquisa acompanhou as participantes por uma média de 19,6 anos, e 3.374 casos de câncer de mama foram diagnosticados no grupo entre 1993 e 2013.

Para ver o estudo completo, acesse:
https://www.asco.org/about-asco/press-center/news-releases/balanced-low-fat-diet-reduces-risk-death-breast-cancer

Lenalidomide reduz evolução do mieloma da fase pré-câncer para mieloma múltiplo

Um ensaio clínico mostrou que a lenalidomida (Revlimid) – um imunomodulador – reduz significativamente as chances do mieloma múltiplo latente evoluir para um câncer em pacientes de risco moderado ou alto. Em três anos de observação, 91% dos pacientes que receberam lenalidomida não tiveram evolução para doença. Dos pacientes que não receberam o medicamento, apenas 66% não apresentaram progressão.

Link para o estudo:
https://www.asco.org/about-asco/press-center/news-releases/lenalidomide-reduces-risk-precancer-myeloma-will-progress

Remodal