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Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal: um dos tumores mais frequentes em homens e mulheres

Todo ano, no dia 27 de março, a área médica chama a atenção da população para o câncer colorretal com o objetivo de reduzir as chances do seu desenvolvimento e também promover o diagnóstico precoce.

O câncer colorretal é um tumor maligno que acontece no intestino grosso ou reto. O tipo mais comum é o adenocarcinoma, e quase a totalidade dos casos se origina a partir de alterações nas células de pólipos benignos encontrados nessas regiões.

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), este tipo de tumor é o terceiro mais comum entre os homens (ficando atrás do de próstata e pulmão) e o segundo entre as mulheres (seguindo o câncer de mama). A estimativa é que sejam diagnosticados 36 mil novos casos deste câncer no Brasil este ano.

Fatores de risco

Embora possa acometer pessoas de todas as idades, o risco para o tumor colorretal aumenta com o passar dos anos, sendo mais frequente na população com mais de 50 anos.

Além disso, outros fatores favorecem este tipo de câncer, como a obesidade e uma alimentação inadequada, ou seja, rica em alimentos processados, como embutidos (linguiça, salsicha, e salame), pobre em frutas e vegetais e com consumo exagerado de carne vermelha.

A história pessoal ou familiar de câncer colorretal ou mama, útero, ovário e renal; e doenças inflamatórias do intestino, como Retocolite Ulcerativa e Doença de Crohn, também são fatores de risco para o câncer colorretal. Explica a proctologista do ICB, Danielle Talamonte.

Sintomas

O câncer colorretal é pobre em sintomas principalmente nos estágios iniciais. Mas devemos estar alertas quando surgem alguns sinais como:

  • Sangramento nas fezes;
  • Mudanças no hábito intestinal, tanto diarreia como prisão de ventre e/ou alternância entre eles;
  • Dor ou desconforto abdominal persistente;
  • Anemia sem causa esclarecida;
  • Perda de peso inexplicável;
  • Alteração no formato das fezes;
  • Massa ou tumor que podemos palpar na barriga ou no ânus;

Caso perceba algum desses sinais, busque o proctologista, especialista indicado para diagnosticar e tratar este tipo de câncer.

Diagnóstico precoce

Se identificado no início, as chances de cura do câncer colorretal são altas. E nos casos de pólipo, é possível evitar que eles progridam para um tumor. Para isso, existem os exames de rastreio, que são a busca por sangue oculto nas fezes, retossigmoidoscopia (exame endoscópico de imagem realizado através da observação direta do interior do canal anal e reto) e colonoscopia.

A colonoscopia é o principal exame para este tipo de câncer, pois permite, ao mesmo tempo, a visualização direta da parede do intestino e a remoção e/ou biópsias de pólipos e lesões suspeitas.

Todos as pessoas acima de 50 anos devem realizar a colonoscopia. E aqueles com menos de 50 anos que apresentam sinais ou sintomas ou ainda histórico pessoal ou familiar de câncer também devem ser avaliados.

Tratamento

O principal tratamento para o câncer colorretal é a cirurgia. Porém, dependendo do tipo de tumor e estágio da doença, podem ser associadas a quimioterapia e a radioterapia. A equipe médica irá avaliar cada caso e adotar a estratégia mais eficaz para cada paciente.

Diminuindo os riscos para o câncer colorretal

Adotar hábitos de vida saudáveis são a chave para a prevenção do câncer colorretal e todo e qualquer tipo de câncer. Portanto, deve-se:

  • Manter uma alimentação saudável, rica em fibras e evitar alimentos processados e ultraprocessados;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Controlar o peso corporal e evitar a obesidade;
  • Não fumar.

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