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EUA têm aumento de casos de câncer de próstata metastático após redução na dosagem de PSA no rastreamento

Perspectiva ASCO

ALEXANDRIA, Va. — A diminuição de exames de rastreamento de câncer de próstata, usando o teste de antígeno específico da próstata (PSA), resultou em aumentos recentes no diagnóstico de doença metastática, de acordo com um estudo que será apresentado no Simpósio de Câncer Genitourinário da ASCO, que aconteceu virtualmente de 11 a 13 de fevereiro de 2021.

Visão geral do estudo

Foco Relação do exame de PSA com diagnósticos de câncer de próstata metastático.
População Homens nos Estados Unidos com 40 anos ou mais. 
Resultados Reduções na taxa de exames de PSA, correlacionadas com o aumento de diagnóstico de câncer de próstata metastático.
Conclusão As descobertas corroboram com as recomendações de que os homens conversem com seus médicos a respeito dos benefícios e danos do exame de PSA. 

Principais conclusões

Nos Estados Unidos, a porcentagem média de homens com 40 anos ou mais que realizaram o exame de rastreamento PSA para câncer de próstata, diminuiu de 61,8%, em 2008, para 50,5%, em 2016. Ao mesmo tempo, a média de homens diagnosticados com câncer de próstata metastático (após ajuste para a idade) aumentou de 6,4 para 9 a cada 100.000 homens.

Houve variação significativa entre os Estados em termos de porcentagem para homens com mais de 40 anos de idade, que relataram ter feito o rastreamento de PSA (40,1% -70,3%), e na incidência de câncer de próstata metastático no diagnóstico, após ajuste para idade (faixa de 3,3 a 14,3%, a cada 100.000 homens). No entanto, a modelagem estatística demonstrou que as reduções ao longo do tempo no rastreamento do PSA foram associadas ao aumento dos diagnósticos de câncer de próstata metastático. E Estados com maiores reduções nos exames de rastreamento do PSA tendem a ter maiores aumentos nos diagnósticos de câncer de próstata metastático.

“A variação entre os estados é um dos pontos fortes do nosso estudo. A magnitude da diminuição do rastreamento de PSA foi correlacionada à magnitude do aumento da doença metastática, sugerindo que pode haver uma ligação em nível populacional”, disse Vidit Sharma, MD, autor principal e bolsista de serviços de saúde em oncologia urológica, da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

Um conjunto de diretrizes publicado pela Força Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA (USPSTF), um grupo independente e voluntário de especialistas nacionais em prevenção e medicina baseada em evidências, não recomendou o exame de rastreamento de PSA independentemente da idade, em suas diretrizes de 2008 e 2012. No entanto, elas foram atualizadas em 2018 para recomendar que “homens com idade entre 55 e 69 anos tomem uma decisão individual sobre se devem ser examinados após uma conversa com seu médico, entendendo os benefícios e danos potenciais”. A força-tarefa não recomendou o rastreamento de PSA em homens com mais de 70 anos.

Sobre o estudo

Os investigadores obtiveram incidências ajustadas por idade de câncer de próstata metastático no diagnóstico (por 100.000 homens) da Associação Norte-Americana de Registros Centrais de Câncer de 2002 a 2016, para cada Estado dos EUA. Eles também obtiveram estimativas de rastreamento de PSA para cada Estado do Sistema de Vigilância de Fator de Risco Comportamental. O sistema coleta essas informações a cada 2 anos para homens com pelo menos 40 anos de idade, a partir de 2002. Os autores, então, correlacionaram a incidência de câncer de próstata metastático à proporção de homens que realizaram o rastreamento de PSA em cada Estado.

Próximos passos

Os pesquisadores planejam procurar a correlação entre a redução do rastreamento e mortalidade, bem como investigar os efeitos de outros fatores.

Para ler o artigo original, acesse: https://www.asco.org/about-asco/press-center/news-releases/increase-us-metastatic-prostate-cancer-diagnoses-seen-after

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